Janeiro chega e as expectativas se realiza: o pré-carnaval em Fortaleza começa. São vários pontos da cidade em efervescência nos finais de semana que antecedem, até fevereiro, o carnaval e, cada um a seu modo e em seu lugar, resgata o momento momino ao cotidiano urbano.
Os holofotes, contemporaneamente, estão distribuídos para o Centro da cidade, além da tradicionalíssima Praia de Iracema e do ascendente Benfica como locais de maiores frequências da população que procura festejar. Lugares diferentes, ritmos semelhantes e ideias bastante distintas, por sinal, as quais repercutem nas pessoas que procuram cada um desses lugares e na forma e a atenção institucional que cada uma delas recebe - e sem cair aqui em determinismo social e/ou geografico. Se o Centro é geograficamente polarizador e a Praia de Iracema recebe as maiores multidões por ser um ponto de encontro de blocos de foliões, o Benfica tem apresentado crescimento em sua frequência - que é, em boa parte dos casos, de quem foge das multidões dos outros bairros.
Em uma semana, do sábado passado até esta sexta que se encerrou, presenciamos dois dos três exemplos citados: a Praia de Iracema e o Benfica. A antiga Praia do Peixe, há sete dias, receberia a abertura oficial dos festejos pré-carnavalescos e, aliado aos blocos (como o Baqueta e o Unidos da Cachorra) que desfilariam por ali - saindo do Dragão do Mar de Arte e Cultura -, milhares de fortalezenses e alguns turistas marcaram presença. Os paredões de som, proibidos por aqui, a falta de educação, o machismo, a falta de banheiros e Michel Teló, também. Ontem, ao ritmo de compositores cearenses, nas mediações do tradicional Bar do Chaguinha, o Luxo da Aldeia (que se apresenta em palco, não faz desfiles) pareceu bem mais agradável, visto que não contava com os equipamentos que estragaram o outro momento - e, supostamente, pelo bairro do Benfica ser um reduto de pessoas com diferentes orientações sexuais -, embora contasse também com a falta de infraestrutura sanitária suficiente à quantidade de presentes.
De forma simplória, em uma semana tive pré-canavais do vinagre ao vinho, mas uma frase em cearês ainda pode simplificar um pouco dos casos, cada um a seu modo e à avaliação feita: : "a galera (não) sabe (nem) brincar, viu, mah!"
Nenhum comentário:
Postar um comentário