segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

(In)Segurança Pública (in)segura

Ceará, final de 2011: policiais militares do Ronda do Quarteirão em Fortaleza e bombeiros militares entram em estado de greve com as pautas que variam a melhorias trabalhistas - salários e carga horária - à anistia administrativa - em relação ao ato ocorrido no Centro de Fortaleza, o qual o comando considerou abusivo. Soma-se a isso a tradicional falta de diálogo com servidores públicos por parte do atual governo estadual cearense: além dos policiais e bombeiros, tem o caso dos professores da rede estadual de ensino, como exemplo notório, além de outras categorias profissionais.

Em Fortaleza, esta manifestação, que luta por um direito humano coletivo dos trabalhadores, era colocada pela mídia massiva como uma ameaça às festividades do Réveillon, anunciado como o segundo maior do país e contando, entre outros artistas, com Ivete Sangalo como grande "força motriz" a aglutinar pessoas e necessidades de segurança pública.

Ceará, começo de 2012: policiais militares do Ronda do Quarteirão em Fortaleza e algumas cidades do interior, como Juazeiro do Norte, além do Policiamento Ostensivo Geral em Sobral, o Batalhão de Choque e o Raio, assim como os bombeiros militares, endossam o movimento por melhorias - e ganham a solidariedade de algumas categorias profissionais e de parte da sociedade sensibilizada com a causa. Por outro lado, há o crescimento da violência e o crescimento dos boatos da violência disseminada pela capital cearense, em que o pânico somado às redes sociais ampliam os fatos, embora as redes sociais estejam cumprindo excelente papel de precaução aos desavisados.

Arrastões, assaltos, o clima de insegurança ronda o cotidiano social nosso. Isso não ronda os servidores da segurança pública, também, na execução de suas tarefas?

A pergunta primordial que fica ao ar e muitas vezes posta ao léu: se há, quem é o verdadeiro culpado por esta situação? Eles estão (in)seguros com essa (in)segurança? Há quem diga que são os bandidos mesmo, há quem diga que é o Estado, há quem personalize a culpa no governador, Cid Gomes. A certeza é de que a culpa não é dos policiais em greve. Dos trabalhadores da segurança pública. 

E eu serei visto como ortodoxo. O debate está aberto, já que ficamos em casa.

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