Dia de trabalho e de apresentar a um amigo uma promessa que foi inaugurada na Universidade depois de muita pressão e luta do movimento estudantil - que aliás algumas pessoas vangloriam seu status quando suas demandas são oriundas antes mesmo da entrada destas pessoas neste espaço de formação. Terminada a reunião de cunho acadêmico, vamos dar uma chegada lá no Complexo Poliesportivo da Universidade Estadual do Ceará?
Indo de carro - se fosse andando seriam quase 10 minutos de caminhada de onde estávamos -, para chegar até o ginásio passamos por um verdadeiro rali, em um carro modesto, mas chegamos. Acreditava eu que apenas existia o ginásio, mas foi-nos revelado ali também um campinho muito mal disposto e uma piscina olímpica construída, porém sem água. Ambos estão ainda não concluídos. Eram mais de cinco horas da tarde e o horário de trabalho já havia encerrado. Iríamos conhecer as novas dependências do ginásio, até mesmo saber se já estava pronto para uso, se possuía as traves, mastros e tabelas dispostas, mas algo chamou mais a atenção que a sua ausência.
"Toca a bola, porra!", "Vai, vai, vai!" e "Faz o gol, ...alho!" foram gritos que nos levaram a quadra e concretizaram as impressões: havia um racha na quadra, inaugurando aquele espaço. Mais que isso - e ao mesmo tempo o melhor de tudo -, quem jogava aquela travinha, cujas traves foram improvisadas com a madeira que sobrara das obras, eram os próprios operários! Por um longo minuto, um sorriso e a satisfação de ver aquela alegria em poder dispersar o fim do trabalho com aquela disposição física, mas também com a oportunidade de usar aquilo que fora feito por eles.
Mesmo sem ser um habilidoso jogador de linha, senti uma imensa vontade de tocar a bola para o artilheiro. Artilheiro das obras, artilheiro de luta, artilheiro da alegria e do verdadeiro futebol - jogado pelo simples e puro prazer.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
Duas barbeiragens
Observem estas duas composições, curiosos e curiosas.
A primeira é correspondente ao Centro de Fortaleza e a primeira barbeiragem: como local de ruas estreitas devido sua natureza urbanística histórica, trafegar pelo Centro da cidade em veículo individual se torna mais estressante e cansativo, além de demorado. No entanto, não justifica a ação que o carro de vermelho ocasionou - querer se antecipar na curva e bloquear a rua para todos os outros carros em seu favor. Além disso, os carros brancos, que não são táxis, estacionados nesta rua cujo estacionamento é proibido.
A segunda é nas proximidades da Universidade Estadual do Ceará, localizada no bairro Serrinha, no centro geográfico da capital cearense. A avenida, neste trecho por conta do acesso à universidade, é relativamente largo no seu lado, sendo de duas faixas no outro sentido. Há um cruzamento sinalizado em que não é permitido fazer a curva que o carro de vermelho realizou - fechando uma faixa inteira do fluxo devido sua vontade. Na realidade, ele não dobrou à esquerda, ele fez retorno, o que é pior.
Essas duas demonstrações de exemplos do trânsito local - diante dos quais eu estive como motorista - indicam algumas questões para a discussão: temos carros demais para vias de menos; temos carros demais para transporte público de menos e, por fim, motoristas mal educados demais para um trânsito eficiente de menos.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Afinal, são quantos times grandes no Brasil?
Campeonato Brasileiro de 2012 está com o pontapé inicial a ser dado e
alguns dos eternos chavões se repetirão entre 16 dos 20 clubes que
disputarão a Série A: vamos disputar o título. As demais quatro equipes
dirão que quererão se manter no campeonato - e curiosamente ou não são
aquelas que emergiram da Série B em 2011. com o discurso de luta pelo
título, posa cada um destes clubes como time grande, mas afinal de cotnas, quem de fato é grande no Brasil?
Não se trata de uma fortíssima elaboração, mas uma tese baseada em alguns fatores que alimentam a minha inquietação e que pode (tomara!) suscitar debates e materiais ainda mais aprofundados. Por um sentido óbvio, foram elencados três fatores substanciais - em uma espécie de índice - a fim de avaliar a grandeza dos clubes - que chamarei de triplo T: trocados (porque para times com grande cifra de dívidas não podemos chamar de faturamento sua receita debilitada por uma saldo devedor), torcida e títulos.
Com relação ao primeiro aspecto, a Consultoria BDO é a fonte. Para 2010, em ordem decrescente, as equipes que mais tiveram trocados em seus caixas foram: Corinthians, Internacional, São Paulo, Palmeiras, Flamengo, Santos, Grêmio, Cruzeiro, Atlético-MG e Vasco. Para 2011, algumas mudanças se notabilizam, mas em geral pouco se transforma: Corinthians, São Paulo, Flamengo, Internacional, Santos, Palmeiras, Grêmio, Vasco, Cruzeiro e Atlético-MG. As peças mudaram de lugar, mas houve a manutenção das dez agremiações, sem nenhuma ascensão de uma que estava fora ao seleto grupo. Ademais, comparando com as equipes sulamericanas, entre as 32 equipes da Libertadores da América de 2012, as brasileiras ocupam o topo da tabela quanto ao valor de mercado (Santos, Internacional, Corintthians, Flamengo e Vasco, segundo a Pluri Consultoria).
Em torno da torcida, o Instituto Gallup fornece o seguinte quantitativo, em milhões de torcedores para 2008, destacando em ordem do primeiro ao décimo, Flamengo (9,91), Corinthians (8,93), São Paulo (7), Palmeiras (6,9), Vasco (6,8), Grêmio (6,7), Bahia (5,3), Cruzeiro (5,29), Atlético-MG (5,27) e Internacional (5,11). Para o ano de 2012, o Lance! e a Pluri Consultoria apresentam as seguintes cifras: Flamengo (29,2), Corinthians (25,1), São Paulo (16,2), Palmeiras (12,3), Vasco (8,8), Grêmio (6,7), Cruzeiro (6,6), Internacional (5,8), Santos (5,3) e Atlético-MG (4,6). Aqui, uma mudança a ser destacada: o ingresso do Santos e a saída do Bahia.
Tangendo os títulos conquistados, um parêntese faz-se necessário: se pormos em questão os campeonatos regionais, as possibilidades de mascarar os resultados surgem, com a hegemonia de algumas equipes em campeonatos bem mais fracos que outros. Daí, relevar os campeonatos de relevância nacional e internacional. Os maiores campeões do Campeonato Brasileiro, de 1971 até 2011, são: São Paulo (6), Corinthians (5), Flamengo (5), Vasco (4), Palmeiras (4), Internacional (3), Santos (2), Fluminense (2), Grêmio (2) e mais oito equipes com um título cada: Guarani, Bahia, Sport, Coritiba, Atlético-MG, Altético-PR, Cruzeiro e Botafogo. Já com a Copa do Brasil, disputada desde 1989, temos a seguinte relação dos campeões: Grêmio (4), Cruzeiro (4), Corinthians (3), Flamengo (2) e outras demais equipes com um título cada: Criciúma, Internacional, Palmeiras, Juventude, Santo André, Paulista, Fluminense, Sport, Santos e Vasco. Fora do país, a Libertadores da América foi conquistada por: Santos (3), São Paulo (3), Cruzeiro (2), Internacional (2), Grêmio (2), Vasco (1), Flamengo (1) e Palmeiras (1), enquanto que o Mundial fora conquistado por São Paulo (3), Santos (2), Internacional (1), Grêmio (1), Flamengo (1) e o questionável título do Corinthians em 2000.
Dessa forma, com estes fatores apresentados, pode-se colocar em debate a relevância e importância dos clubes brasileiros, destacando-se neste sentido, pelo conjunto da obra, São Paulo, Corinthians, Flamengo, Internacional, Cruzeiro e Grêmio. No entanto, é impossível desconsiderar o fenômeno Santos e a queda do Palmeiras. Haverá quem questione os argumentos. A intenção é provocar o debate - e ler uma discussão que possa considerar inclusive outros elementos que não foram postos e, assim, aprofundar essa discussão e finalmente ter uma clareza de quem realmente é time grande no Brasil.
Não se trata de uma fortíssima elaboração, mas uma tese baseada em alguns fatores que alimentam a minha inquietação e que pode (tomara!) suscitar debates e materiais ainda mais aprofundados. Por um sentido óbvio, foram elencados três fatores substanciais - em uma espécie de índice - a fim de avaliar a grandeza dos clubes - que chamarei de triplo T: trocados (porque para times com grande cifra de dívidas não podemos chamar de faturamento sua receita debilitada por uma saldo devedor), torcida e títulos.
Com relação ao primeiro aspecto, a Consultoria BDO é a fonte. Para 2010, em ordem decrescente, as equipes que mais tiveram trocados em seus caixas foram: Corinthians, Internacional, São Paulo, Palmeiras, Flamengo, Santos, Grêmio, Cruzeiro, Atlético-MG e Vasco. Para 2011, algumas mudanças se notabilizam, mas em geral pouco se transforma: Corinthians, São Paulo, Flamengo, Internacional, Santos, Palmeiras, Grêmio, Vasco, Cruzeiro e Atlético-MG. As peças mudaram de lugar, mas houve a manutenção das dez agremiações, sem nenhuma ascensão de uma que estava fora ao seleto grupo. Ademais, comparando com as equipes sulamericanas, entre as 32 equipes da Libertadores da América de 2012, as brasileiras ocupam o topo da tabela quanto ao valor de mercado (Santos, Internacional, Corintthians, Flamengo e Vasco, segundo a Pluri Consultoria).
Em torno da torcida, o Instituto Gallup fornece o seguinte quantitativo, em milhões de torcedores para 2008, destacando em ordem do primeiro ao décimo, Flamengo (9,91), Corinthians (8,93), São Paulo (7), Palmeiras (6,9), Vasco (6,8), Grêmio (6,7), Bahia (5,3), Cruzeiro (5,29), Atlético-MG (5,27) e Internacional (5,11). Para o ano de 2012, o Lance! e a Pluri Consultoria apresentam as seguintes cifras: Flamengo (29,2), Corinthians (25,1), São Paulo (16,2), Palmeiras (12,3), Vasco (8,8), Grêmio (6,7), Cruzeiro (6,6), Internacional (5,8), Santos (5,3) e Atlético-MG (4,6). Aqui, uma mudança a ser destacada: o ingresso do Santos e a saída do Bahia.
Tangendo os títulos conquistados, um parêntese faz-se necessário: se pormos em questão os campeonatos regionais, as possibilidades de mascarar os resultados surgem, com a hegemonia de algumas equipes em campeonatos bem mais fracos que outros. Daí, relevar os campeonatos de relevância nacional e internacional. Os maiores campeões do Campeonato Brasileiro, de 1971 até 2011, são: São Paulo (6), Corinthians (5), Flamengo (5), Vasco (4), Palmeiras (4), Internacional (3), Santos (2), Fluminense (2), Grêmio (2) e mais oito equipes com um título cada: Guarani, Bahia, Sport, Coritiba, Atlético-MG, Altético-PR, Cruzeiro e Botafogo. Já com a Copa do Brasil, disputada desde 1989, temos a seguinte relação dos campeões: Grêmio (4), Cruzeiro (4), Corinthians (3), Flamengo (2) e outras demais equipes com um título cada: Criciúma, Internacional, Palmeiras, Juventude, Santo André, Paulista, Fluminense, Sport, Santos e Vasco. Fora do país, a Libertadores da América foi conquistada por: Santos (3), São Paulo (3), Cruzeiro (2), Internacional (2), Grêmio (2), Vasco (1), Flamengo (1) e Palmeiras (1), enquanto que o Mundial fora conquistado por São Paulo (3), Santos (2), Internacional (1), Grêmio (1), Flamengo (1) e o questionável título do Corinthians em 2000.
Dessa forma, com estes fatores apresentados, pode-se colocar em debate a relevância e importância dos clubes brasileiros, destacando-se neste sentido, pelo conjunto da obra, São Paulo, Corinthians, Flamengo, Internacional, Cruzeiro e Grêmio. No entanto, é impossível desconsiderar o fenômeno Santos e a queda do Palmeiras. Haverá quem questione os argumentos. A intenção é provocar o debate - e ler uma discussão que possa considerar inclusive outros elementos que não foram postos e, assim, aprofundar essa discussão e finalmente ter uma clareza de quem realmente é time grande no Brasil.
domingo, 6 de maio de 2012
Imagem da Semana, parte XIII
Olá Curiosos! Olá Curiosas!
Em semana com a realização de um fenômeno relativamente raro, cuja incidência se dá a cada 18 anos, o efeito de uma lua mais brilhante e agigantada se tem realizado neste final de semana nos céus.
Se não conseguimos fazer o registro de seu gigantismo belo, ao menos aquilo que a olho nu não era possível de ser visto, apresentamos o seu belo efeito sob o registro fotográfico, nos embalos de um sábado à noite.
Foto: @felipesilveira
Em semana com a realização de um fenômeno relativamente raro, cuja incidência se dá a cada 18 anos, o efeito de uma lua mais brilhante e agigantada se tem realizado neste final de semana nos céus.
Se não conseguimos fazer o registro de seu gigantismo belo, ao menos aquilo que a olho nu não era possível de ser visto, apresentamos o seu belo efeito sob o registro fotográfico, nos embalos de um sábado à noite.
Foto: @felipesilveira
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