sexta-feira, 25 de maio de 2012

Trabalhadores do racha

Dia de trabalho e de apresentar a um amigo uma promessa que foi inaugurada na Universidade depois de muita pressão e luta do movimento estudantil - que aliás algumas pessoas vangloriam seu status quando suas demandas são oriundas antes mesmo da entrada destas pessoas neste espaço de formação. Terminada a reunião de cunho acadêmico, vamos dar uma chegada lá no Complexo Poliesportivo da Universidade Estadual do Ceará?

Indo de carro - se fosse andando seriam quase 10 minutos de caminhada de onde estávamos -, para chegar até o ginásio passamos por um verdadeiro rali, em um carro modesto, mas chegamos. Acreditava eu que apenas existia o ginásio, mas foi-nos revelado ali também um campinho muito mal disposto e uma piscina olímpica construída, porém sem água. Ambos estão ainda não concluídos. Eram mais de cinco horas da tarde e o horário de trabalho já havia encerrado. Iríamos conhecer as novas dependências do ginásio, até mesmo saber se já estava pronto para uso, se possuía as traves, mastros e tabelas dispostas, mas algo chamou mais a atenção que a sua ausência.

"Toca a bola, porra!", "Vai, vai, vai!" e "Faz o gol, ...alho!" foram gritos que nos levaram a quadra e concretizaram as impressões: havia um racha na quadra, inaugurando aquele espaço. Mais que isso - e ao mesmo tempo o melhor de tudo -, quem jogava aquela travinha, cujas traves foram improvisadas com a madeira que sobrara das obras, eram os próprios operários! Por um longo minuto, um sorriso e a satisfação de ver aquela alegria em poder dispersar o fim do trabalho com aquela disposição física, mas também com a oportunidade de usar aquilo que fora feito por eles.

Mesmo sem ser um habilidoso jogador de linha, senti uma imensa vontade de tocar a bola para o artilheiro. Artilheiro das obras, artilheiro de luta, artilheiro da alegria e do verdadeiro futebol - jogado pelo simples e puro prazer.

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