quarta-feira, 16 de maio de 2012

Afinal, são quantos times grandes no Brasil?

Campeonato Brasileiro de 2012 está com o pontapé inicial a ser dado e alguns dos eternos chavões se repetirão entre 16 dos 20 clubes que disputarão a Série A: vamos disputar o título. As demais quatro equipes dirão que quererão se manter no campeonato - e curiosamente ou não são aquelas que emergiram da Série B em 2011. com o discurso de luta pelo título, posa cada um destes clubes como time grande, mas afinal de cotnas, quem de fato é grande no Brasil?

Não se trata de uma fortíssima elaboração, mas uma tese baseada em alguns fatores que alimentam a minha inquietação e que pode (tomara!) suscitar debates e materiais ainda mais aprofundados. Por um sentido óbvio, foram elencados três fatores substanciais - em uma espécie de índice - a fim de avaliar a grandeza dos clubes - que chamarei de triplo T: trocados (porque para times com grande cifra de dívidas não podemos chamar de faturamento sua receita debilitada por uma saldo devedor), torcida e títulos.

Com relação ao primeiro aspecto, a Consultoria BDO é a fonte. Para 2010, em ordem decrescente, as equipes que mais tiveram trocados em seus caixas foram: Corinthians, Internacional, São Paulo, Palmeiras, Flamengo, Santos, Grêmio, Cruzeiro, Atlético-MG e Vasco. Para 2011, algumas mudanças se notabilizam, mas em geral pouco se transforma:  Corinthians, São Paulo, Flamengo, Internacional, Santos, Palmeiras, Grêmio, Vasco, Cruzeiro e Atlético-MG. As peças mudaram de lugar, mas houve a manutenção das dez agremiações, sem nenhuma ascensão de uma que estava fora ao seleto grupo. Ademais, comparando com as equipes sulamericanas, entre as 32 equipes da Libertadores da América de 2012, as brasileiras ocupam o topo da tabela quanto ao valor de mercado (Santos, Internacional, Corintthians, Flamengo e Vasco, segundo a Pluri Consultoria).

Em torno da torcida, o Instituto Gallup fornece o seguinte quantitativo, em milhões de torcedores para 2008, destacando em ordem do primeiro ao décimo, Flamengo (9,91), Corinthians (8,93), São Paulo (7), Palmeiras (6,9), Vasco (6,8), Grêmio (6,7), Bahia (5,3), Cruzeiro (5,29), Atlético-MG (5,27) e Internacional (5,11). Para o ano de 2012, o Lance! e a Pluri Consultoria apresentam as seguintes cifras: Flamengo (29,2), Corinthians (25,1), São Paulo (16,2), Palmeiras (12,3), Vasco (8,8), Grêmio (6,7), Cruzeiro (6,6), Internacional (5,8), Santos (5,3) e Atlético-MG (4,6). Aqui, uma mudança a ser destacada: o ingresso do Santos e a saída do Bahia.

Tangendo os títulos conquistados, um parêntese faz-se necessário: se pormos em questão os campeonatos regionais, as possibilidades de mascarar os resultados surgem, com a hegemonia de algumas equipes em campeonatos bem mais fracos que outros. Daí, relevar os campeonatos de relevância nacional e internacional. Os maiores campeões do Campeonato Brasileiro, de 1971 até 2011, são: São Paulo (6), Corinthians (5), Flamengo (5), Vasco (4), Palmeiras (4), Internacional (3), Santos (2), Fluminense (2), Grêmio (2) e mais oito equipes com um título cada: Guarani, Bahia, Sport, Coritiba, Atlético-MG, Altético-PR, Cruzeiro e Botafogo. Já com a Copa do Brasil, disputada desde 1989, temos a seguinte relação dos campeões: Grêmio (4), Cruzeiro (4), Corinthians (3), Flamengo (2) e outras demais equipes com um título cada: Criciúma, Internacional, Palmeiras, Juventude, Santo André, Paulista, Fluminense, Sport, Santos e Vasco. Fora do país, a Libertadores da América foi conquistada por: Santos (3), São Paulo (3), Cruzeiro (2), Internacional (2), Grêmio (2), Vasco (1), Flamengo (1) e Palmeiras (1), enquanto que o Mundial fora conquistado por São Paulo (3), Santos (2), Internacional (1), Grêmio (1), Flamengo (1) e o  questionável título do Corinthians em 2000.

Dessa forma, com estes fatores apresentados, pode-se colocar em debate a relevância e importância dos clubes brasileiros, destacando-se neste sentido, pelo conjunto da obra, São Paulo, Corinthians, Flamengo, Internacional, Cruzeiro e Grêmio. No entanto, é impossível desconsiderar o fenômeno Santos e a queda do Palmeiras. Haverá quem questione os argumentos. A intenção é provocar o debate - e ler uma discussão que possa considerar inclusive outros elementos que não foram postos e, assim, aprofundar essa discussão e finalmente ter uma clareza de quem realmente é time grande no Brasil.

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