domingo, 17 de junho de 2012

Cantando primaveras

Em alusão a um aniversário, o meu, e oferecido às pessoas queridas.

Mesmo não sendo uma estação do ano, fecha-se mais um ciclo para mais uma primavera que busca florescer novas searas, novos horizontes. Em solo cada vez mais carente de cuidado, trabalhá-lo tornará mais uma florada eficiente e feliz, em novos ritmos e expandindo a paisagem.

Vigésima sétima flor que entra em trabalho de abrir-se ao mundo e revelar-se solenemente, as vinte e seis flores - que não são de plástico, Titãs - acumulam um mix paradoxal de cansaço e renovação, sobriedade e juventude, brilho que novamente é incandiado por um momento pleno: o abrir de mais uma flor.

Desta (mais uma) vez, não houveram tantos jardineiros e floricultoras a cultivar este momento, mas que de alguma forma irrigaram a semeadura, mesmo que de longe, de tantos recantos da cidade, do Estado, do país, a qual fora realizada e contemplada por quatro floricultoras e dois jardineiros, ficando uma delas e um deles da concepção ao fato. Desta (mais uma) vez, todo o ambiente renovava o fluxo de energia necessário e revigorante para o fenômeno: a energia do combustível à alegria da concepção aliada ao clima musical do fato e do momento.

Depois de abrir-se mais uma flor ao mundo, emanando seu perfume que (espera-se) envolva e abranja outras flores e abelhas e donzelas queridas, apresentando sua beleza que (tomara) não esconda a sua verdadeira essência e, principalmente, que sua energia contagie as vinte e seis flores já abertas para o jardim da vida e deixar toda a árvore bonita, frondosa e querida.

Que as floricultoras e os jardineiros se aproximem e que não se afastem, porque, juntos, cantando para o mundo todos terão seus frutos!

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