Averiguando dados preliminares do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), algumas curiosidades sobre a capital alencarina tornam-se misteriosas por um lado, mas também bem interessantes por outro. A priori, vamos enfatizar que a metrópole cearense - que não é mais a única no Ceará - mais consolidada, que é Fortaleza, possui quase 2,5 milhões de habitantes.
Fortaleza, administrativamente, é dividida em Secretarias Executivas Regionais (SER's), cujo agrupamento de bairros visam dar uma característica regional intraurbana, embora em nossa avaliação não consiga. Em relação ao que foi exposto pelo IBGE, numa perspectiva mais geral, a capital alencarina possui mais mulheres que homens, tanto no sentido total da cidade, quanto em cada regional.
Ademais, em um olhar escalar mais aprofundado, em seus 117 bairros há mais mulheres que homens, ora algumas margens sendo mínimas, ficando percentualmente meio a meio, ora as margens alcançando mais de 2% - e considerando esta margem um grande quociente. Em um bairro especificamente, esta margem foi ainda maior, de quase 5%, mas o que mais chama a atenção foi um detalhe numérico: Cidade dos Funcionários, bairro localizado na SER VI e de ocupação demasiadamente de classe média, possui exatas 10 mil mulheres!
Se é possível fazer menção à memória às mil e uma noites, mil e uma mulheres de Salomão e à Casa das Sete Mulheres, obras de uma arte literária parcial ou completamente distorcidas com a arte de mass media contemporanea, a Cidade das 10 mil merece os louvores não apenas da estatística - da qual nem quero demonstrar tanto primor e afeto -, mas à incrível coincidência e presença daquelas que, como flores, permeiam os nossos caminhos. Que a Cidade das 10 mil assevere delicadeza com as rudezas da Avenida Oliveira Paiva e a Avenida Desembargador Gonzaga, onde algumas delas trabalham subumanamente, são exploradas e infelizes.
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