sábado, 13 de agosto de 2011

Reencontros

A gente só se encontra em ocasiões assim, disse meu amigo. Definitivamente, aquela seria uma ocasião bem interessante, bem importante e estavam ali presentes pessoas amigas e queridas de datas, tempos e momentos distintos.

As paredes brancas que espetam pessoas que nela se encostam, se escoram - pintadas com massa corrida por meio de rolos e cabos de vassoura - não contagiavam tanto o ambiente que elas protegiam, cujo sério e gelado ambiente parecia enervar todas aquelas pessoas presentes em torno deste meu amigo. Estas paredes que, no dia seguinte e com algumas das pessoas presentes no dia anterior (foram eventos sequenciais, em uma terça e uma quarta-feira), também proporcionariam as mesmas angustias e a mesma possibilidade de reencontro. Mesmo sem a frase inicial ecoada no ar, ela faria sentido em sentido strictu senso.

Dentro da sala, em ambos os dias, teve o momento de aparição deste meu amigo, na terça, e de minha amiga, no dia seguinte. Foram apreciados e em meio ao momento de tensão inerente àquela situação a que eles estavam submetidos, incrivelmente risadas ecoavam, justamente quando a avaliação desses meus amigos era realizada. Um momento teoricamente tenso que foi levado com leveza, mas, obviamente, houve quem tentasse acender mais fogo no incêndio ou atrair mais refletores em seus flashes.

No final das contas, as pessoas sempre são mais importantes. Dessa forma, ao passo que as pessoas saíam felizes e aliviadas, um desejo de compartilhar, de comemorar, de felicitar envolvia as pessoas. Nada, para isso, que sair desta sala com paredes espinhosas e sorrir ao ar livre, sentir o sabor típico das comemorações fraternas e dormir um pouco mais tarde... porque só assim para a gente se encontrar.

A lição de moral que fica, tangendo esses momentos, é de que os amigos estão presentes de diversas formas, sendo a maior e melhor delas nos momentos tensos que se transformam em alegria. As defesas de monografias de meus amigos revelaram mais que um conteúdo a ser refletido pela academia e pela sociedade, em um sentido mais amplo, mas, principalmente, a demonstração da necessidade de cultivar as pessoas. Sempre.

Dedicado à Pedro Vicente e Rafaela Aguiar.

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