É muito salutar quando uma questão teoricamente óbvia se torna tão principalesca que redunda na obviedade. Acabei por ser neologista e hermético ao mesmo tempo, não dizendo absolutamente nada. Nesse degringolar de ideias que circulam na cabeça até sua interpretação ocorre justamente o turbilhão que habita cabeças humanas quando ocupadas por pensamentos que são até conexos, porém confusos. É nesse sentido que (re)encontro(s) acontece(m).
Uma mesa de bar e um olhar perdido. Suficiente foram para proporcionar um encontro. Panorâmico, porém certeiro; platônico, porém memorável; indireto, porém direto; discreto, porém efervescente. As possibilidades e pensamentos distantes foram atiçados. Em outra mesa do mesmo bar, depois de meses do fato anteriormente ocorrido, sentar-se na mesma mesa e de frente não foi o suficiente. Foi o reencontro. Diálogo e correspondência; piadas e risadas; conversas e troca de ideias; sorrisos e sorrisos. As possibilidades de novos contatos foram efetivados. Noutra mesa e noutro bar, um novo encontro. Atraso com dúvidas; cerveja com vinil; petiscos com palitos; mesa com música boa; bar com gente bêbada. As possibilidades de novos encontros foram sendo alicerçadas.
Com tudo isso a vista e à prazo, (re)encontro(s) acabaram por se sucederem sempre tendo um pouco daqueles conteúdos pretéritos. No último, quando todos eles se misturaram, o ápice foi, depois do clímax, as reflexões proporcionarem um novo encontro. Um encontro separado, distante; um encontro conosco. Necessário, inclusive. Primordial.
Com (re)encontro(s) a perder de vista, no degringolar de ideias e no turbilhão das emoções que ficaram naquela mistura toda, se tudo isso gerar uma vitamina batida no liquidificador, pode-se dizer que de (re)encontro(s) saiu um fortificante alimento. Para ambos, feito por ambos e produto de (re)encontro(s).
Vou guardar com imenso carinho nos meus arquivos. Muito emocionada. Este ano a fraternidade me deu mais um amigo, de verdade. Obrigada por tudo. Bê.
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