segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Mistérios da Casa do Português

Curiosos e curiosas, olá!

Sábado à tarde, bairro Damas, mais precisamente na Avenida João Pessoa, nas proximidades da Rua Desembargador Praxedes, eis que ali está localizada a curiosidade de muitos fortalezenses: a Casa do Português (Fotos 01 e 02).

Sendo uma vila em sua concepção inicial e com desenho arquitetônico inovador para os princípios e modelos da época, década de 1950, a Vila de Santo Antônio, como está inscrita em sua testada, pertencia à José Maria Cardoso, nativo de Portugal e cuja família trabalhava com a exploração de madeira e com vínculos comerciais com a Rede Ferroviária Federal S/A, simples e popularmente conhecida como RFFSA. Para algumas pessoas, esta casa é conhecida como Casa do Cardoso - sobretudo para as pessoas mais antigas e seus congêneres -, como no caso de minha amiga Ana Paula Vasconcelos. Para mim e meu amigo Sidney da Silva, é a Casa do Português.

Sábado à tarde e o trio se dirige ao endereço em busca tanto de satisfação pessoal e coletiva como uma tentativa de conhecer melhor uma realidade que a casa envolve em suas paredes: famílias que ali habitam e sabe-se lá de que forma e com quais infraestruturas a elas dispostas. Um ar místico de insegurança envolve aquelas pessoas que escondem sua simpatia em meio ao (possível) medo de dali saírem, pensávamos. Palmas, assobios e um chamado de "ei!" foram as formas iniciais - e finais - de um contato que não demorou a ser encerrado, mesmo não sendo imediatamente satisfeito. Por quê?

Na medida em que os contatos tentavam ser estabelecidos, havia tanto o incômodo material com as mulheres presentes próximo à porta de entrada à casa, que faziam suas unhas e conversavam, bem como o sentimento ofensivo das presenças estranhas no portão lá de fora que supostamente (e realmente?) representávamos. Uma moça veio dizer que não poderíamos entrar pois não havia autorização da pessoa responsável pela casa. Esse fato foi repetido por um homem que entrou na casa dez minutos depois, após o hiato de novas e frustradas tentativas de ali penetrar. As curiosidades deveriam ser satisfeitas de outras formas, exteriores e por meio do diálogo.

Na vizinhança, um retrato mais fidedigno do que os apresentados pelas imagens. A família Cardoso não é mais a proprietária da Casa do Português, sendo-lhe dona outra família [que por ora deixarei em omissão] e que esta mantém uma família nesta residência para que cuide dela - e das famílias que ali vivem. Aliás, são onze as famílias. De acordo com relatos da vizinhança, a venda fora sacramentada há algum tempo, dado posteriormente à morte de José e a herança deixada, em espólio, sendo vendida pelos filhos.

A curiosidade arquitetônica e mística do que ali tem em seu interior não foi descoberta, plenamente satisfeita. Um sinal de respeito às famílias também tem/deve ser colocado em debate. Os mistérios da Casa do Português possui merecem, no entanto, maior atenção nossa tanto no apreço com a história da cidade como, principalmente, com as pessoas da metrópole.

Foto 01: Casa do Português, de frente.

Foto 02: Casa do Português, lado esquerdo.
Fotos: @felipesilveir4

2 comentários:

  1. interessante por demais.
    uma conhecida comentou algo sobre esta casa uma certa vez..falou que os moradores eram todos evangélicos, de mesma congregação..um amigo está escrevendo um livro de ficção, na qual a casa do português é peça importantissíma na estória..enfim..

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  2. Mistérios da casa do Português parte 1
    Nós vamos entrar lá!

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